O maior objetivo de um intercâmbio é o aprendizado. Momento de praticar a troca de experiências entre culturas diversificadas, comunidades distintas. Sendo assim, entre os dias 16 e 17 de outubro aconteceu, juntamente com a I Feira de Conhecimento da Agricultura Familiar no distrito de Catingal e na comunidade da Onça, em Manoel Vitorino – BA e reunindo agricultores e agricultoras de Poções- BA, o primeiro intercâmbio do Projeto Cisternas que financiado pelo Ministério do Desenvolvimento Social- MDS, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Rural- SDR, além de propiciar a vivência de outra realidade, agrega a quem participa mais responsabilidade, autonomia e conhecimentos na vida.

Esse processo de ampliação dos conhecimentos serve para mostrar às famílias agricultoras os resultados de outras famílias que já foram beneficiadas com o projeto a fim de incentivá-los a conviver com qualidade no semiárido. Como o intercâmbio foi dividido em dois momentos, o primeiro na feira da agricultura familiar, com palestras sobre caprinocultura e liderança no campo e visitas a estandes e depois no campo para visitar experimentadores como Ilupercia, seu Toin e as experiências de seu Antônio e seu filho Marquinhos com a palma adensada, o contato com agricultores experimentadores causou outro olhar “Eu tô muito satisfeito com esse encontro porque aqui a gente aprendeu novas coisa e também vê que dá pra fazer muitas coisa na nossa roça com o que a gente tem” relatou seu Hermelino.
Para além da partilha das experiências o intercâmbio serviu para mostrar a cada agricultor e agricultora sua importância social, o valor do trabalho em família e dos saberes necessários para administrar suas terrinhas e poder ter recursos o ano todo. Pois, como foi discutido, de nada adianta se esforçar tanto se não se coloca na ponta do lápis os custos com a plantação e criação dos animais. Nas palavras de seu Antônio Macedo, conhecido com Toe Miolo “antes desse intercâmbio eu não pensava se na minha roça eu tinha condição de criar, mesmo na época da seca, a quantidade das vaquinhas que eu tinha. Eu só pensava que quanto mais milhor e daí acabava vendendo elas mais barato ou elas morria”.
Nessa perspectiva todos concordaram que as inúmeras experiências de agricultura alternativa no semiárido proporcionam uma relação mais equilibrada com o meio natural e a convivência harmoniosa faz-se necessária para a melhoria da vida no sertão.
