terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Receitas para a saúde: agricultura orgânica e respeito à natureza

Ontem, dia 11, foi o Dia Mundial de Controle da Poluição por agrotóxicos. E o que muitos não sabem é que nosso país é quem lidera o ranking de consumo de agrotóxicos. Para se ter uma ideia, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer- INCA, "a venda de agrotóxicos saltou de US$ 2 bilhões em 2001 para mais de US$ 8,5 bilhões em 2011 no Brasil. Desde 2009, o país é o maior consumidor mundial dessas substâncias, com uma média de um milhão de toneladas por ano, o equivalente a 5,2 kg de veneno por habitante". Tal estimativa é preocupante não somente porque 70% do que consumimos está contaminado, mas também porque há neste momento, uma contaminação ambiental maior.

Os resultados são o aparecimento de doenças, anomalias que custam fortunas (aos cofres públicos, em potencial a nós que pagamos os impostos) para serem estudadas e tratadas. O mais intrigante é que sabemos qual é a solução para esse problema. Agricultura orgânica e respeito à natureza. Práticas que inclusive possuem baixo custo e que ao contrário do agronegócio, que beneficia os latifundiários, vai valorizar a agricultura familiar, vai gerar renda local e vai melhorar significativamente a saúde de todos os brasileiros.

Então minha gente, a pergunta que não quer calar; se sabemos a resposta porque não mudamos? Se somos o que comemos e, se comemos veneno, não podemos reclamar do que nos aflige, a gente aceitou, compactuamos com isso. Está na hora da nossa prática ser condizente com a nossa fala. Sejamos como nossos pais e avós que sabiam a origem do que comiam; que plantavam sem veneno e que quando tinham suas lavouras atingidas por alguma praga observavam a natureza e aprendiam com ela os defensivos naturais.














Por: Equipe de Comunicação do ISFA.