Nos dias 16 e 17 de dezembro de 2015, aconteceu, em Manoel Vitorino-BA, O Encontro de Monitoramento e Avaliação do Projeto Umbu da Gente. O evento de celebração do 1º ano do projeto Umbu da Gente contou com a presença de agricultores e agricultoras das comunidades de Poço da Pedra e Boa Vista (Manoel Vitorino), Gameleira e Gigante (Boa Nova), Espírito Santo (Mirante) e de parceiros do projeto, Elenita Maria e Marilda, representantes da COOPROAF, Carmem Lúcia de Miranda e José Mário Martins da Secretaria de Meio Ambiente- SEMA e Daiane Maltez do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos- INEMA.
Em meio à apresentação dos resultados alcançados, impactos do projeto junto às comunidades e planejamento das ações de continuidade do Projeto umbu da Gente, uma das falas mais marcantes foi a de Francisco Azevedo, popularmente conhecido como Neguinho e ex-presidente do ISFA “temos que nos apoderar do que faz parte da nossa cultura, neste caso, temos que nos apoderar do umbu, cuidando, replantando e valorizando essa fruta típica de nossa região, pois se fizermos isso, nós garantiremos não somente o reflorestamento como também a subsistência de nossas famílias”. Assim como Neguinho, Cremilda Rosa, agricultora capacitadora do projeto Umbu da Gente e moradora em Poço da Pedra afirmou que “o projeto é de suma importância para as comunidades uma vez que, incentiva agricultores e agricultoras no manejo sustentável do umbuzeiro, principalmente visando às próximas gerações para que elas tenham a possibilidade de conhecer essa planta que só se encontra na caatinga. Além disso, ao cuidar das plantas da caatinga o filho do agricultor valoriza essa atividade, entendendo sua importância social e não precisa sair de sua terra em busca de melhores condições de vida, a roça pode ofertar isso”. No Encontro de Monitoramento e Avaliação do Projeto Umbu da Gente as falas, inclusive dos agricultores mais experientes foi sobre conscientização, respeito ao meio ambiente. “nós precisamo cuidar das nossas terras com carinho, eu mesmo aprendi isso com meus pais. Daí hoje eu crio minhas galinhazinhas, minhas cabras, pranto minhas hortaliças, minhas bananeiras e tô muito alegre e sartisfeito porque nestes dias Edivaldo foi lá na Boa Vista e nós prantemo 25 pés de umbu, e todos vingaram, e olha que nem choveu ainda. Pois é minha gente, se eu não zelasse da minha terrinha não teria fartura né?” (Seu Abel Porto da Silva, beneficiário do Projeto Umbu da Gente).
Como se pode perceber cuidar da terra não é tarefa fácil, na verdade é uma atividade árdua e imprevisível, depende é claro do esforço do homem e mulher do campo mais está suscetível às condições do clima. Por isso, bem como salientou Rita de Cássia, coordenadora do Projeto Umbu da Gente “os resultados do Projeto Umbu da Gente vão além do tempo de execução e terão o efeito desejado pelo simples fato de que o agricultor e agricultora não cuidarão da terra somente para ter recursos financeiros, cuidarão dela porque é sua casa, porque trazem consigo histórias de diversas gerações e porque nela brota o alimento de qualidade para toda a família”.
Por Equipe de Comunicação do ISFA.